terça-feira, 29 de setembro de 2009

Saudade é a dor que fica...



Esta é uma frase que eu sempre disse, principalmente depois que minha mãezinha partiu, seguindo seu caminho.

Como vocês sabem, tenho feito, criteriosamente, o estudo do Evangelho todas as terças, na minha residência e tem sido extremamente gratificante e consigo aprender muito com isso.

Hoje, a mensagem recebida do livro " O Céu nos Ajudará e o Grande Sermão" da querida Brunilde Mendes do Espírito Santo - fundadora do Lar de Teresa, onde frequento, foi a seguinte:
"Natural é a saudade sentida com a perda de um ente querido. Todavia, se substituirmos a palavra perda pela palavra ausência, seremos levados a considerar esta ausência como resultado de uma viagem a um país longínquo, para o qual não podemos ir.
Quando acreditamos na existência de um mundo espiritual, sentimos mais conforto, pois, a cada dia que passa, estamos mais perto do reencontro com aquele que julgávamos ter perdido. Portanto, quando a saudade nos tomar o coração, transformemos a perda em ausência, e estaremos dando o primeiro passo para aceitar esse item da Lei da vida..."

Perder Alguém é Perder Parte de Nós

Nas muitas manifestações que recebemos, boa parte relaciona-se à perda de parceiros de vida. Aqueles espíritos que escolhemos, antes de iniciarmos esta atual "viagem", para nos acompanharem e com eles compartilhar alegrias e tristezas. Para juntos evoluirmos, dia-a-dia, a despeito de eventuais pendências que possam advir de vidas passadas.

Bem sabemos que no caso de pais e filhos, parece insuperável a dor da ausência. "Entrar numa casa vazia pode ser, para quem perdeu o marido, a mulher, os pais ou os filhos, uma das experiências mais difíceis do cotidiano. Quando este alguém morre, o mundo parece desmoronar. Inicialmente, somos tomados pela perplexidade, como se nos encontrássemos num país estrangeiro e ninguém falasse nossa língua.

"Nós nos sentimos perdidos, como num pesadelo de que não conseguimos acordar. Vagamos como se estivéssemos adormecidos e, mesmo assim, uma terrível tristeza nos traz de volta à realidade. Nosso companheiro ou nossa companheira partiu e ficamos incompletos e vulneráveis. Não há ninguém que nos motive a despertar pela manhã ou nos convença a ir dormir à noite. Na realidade, não conseguimos enfrentar a hora de ir sozinhos para a cama. Tudo isso faz parte do processo normal de sofrimento.

"Perder alguém é, em certo sentido, perder parte de nós mesmos. Confiávamos um no outro, éramos íntimos, e nos apoiávamos em todas as ocasiões. Agora, quando mais precisamos de sua companhia, estamos sós. Tudo que construímos juntos parece sem sentido e vazio, porque não podemos compartilhar. Parece quase impossível fazer parte de um mundo em que ele ou ela não esteja mais presente".

Qualquer um pode observar que, ainda entre pais e filhos aparentemente sem sintonia, o abalo é gigantesco. No dia em que um deles morre, o outro deixa de ser aquele de sempre. Prevalece a angústia. Alguns parecem jamais se recuperar e ficam as lembranças dos velhos dias felizes. Crêem que só serão verdadeiramente felizes quando se encontrarem de novo em espírito. Então, aquela parte deles que morreu renascerá.

Mas não é necessário esperar tanto. Nossa experiência demonstra que nada mais irreal do que a sensação de distanciamento, de perda. Seus pais, que a amavam tanto, continuam em seu coração, vivem com você; mas não apenas isto. Suas almas a acompanham em sua jornada, mas, não menos certo, precisam de ajuda para poder ajudá-la. Sua angústia é a angústia dele, quando sente que nada podem fazer para te consolar.

Por isto, digo que um exercício eficaz para superar o trauma da ausência é conversar. Isto mesmo. Podem te achar maluca, mas você e eu (ao menos) sabemos que não é ! Converse com quem se foi, mas de maneira positiva, alegrando-se na certeza de que eles existem e assim ajudando-os a compreender seu novo estado. Fale com else como foi seu dia, suas dúvidas, seus planos e peça a sua opinião. De uma maneira ou de outra, por iniciativa própria (quando permitido) ou por intermédio de espíritos de luz, seu recado lhe chegará, mesmo que através dos sonhos.

Pode ser um exercício doloroso, pois quem ficou quer mais. Mas lembre-se, sempre, que a ajuda precisa ser mútua. Portanto, tanto mais estará fazendo bem aos pais que se "distanciaram" na medida que reconhecer esta verdade e aceitá-la, com paz no coração. Não se vincule a uma comunicação que pode nunca vir, pois a espera e a falta podem se transformar em flecha de dor. E sua dor, não se esqueça, é a dor deles. Viva este momento com confiança na imortalidade do espírito, pois só esta certeza, sincera e sólida em seu coração, fará curar as cicatrizes e ajudar quem se foi.
Marcos Grignolli

Espero que estas mensagens tenham lhe trazido um pouco de conforto, como trouxeram a mim!

Beijo grande e fique com Deus!
Mel

3 comentários:

Alvaro Ennes disse...

Minha linda....a vida é apenas uma passagem, e só os primeiros 100 anos que nos atrapalham um pouco depois acostumamos; nossas perdas comparo com nossos sonhos que nem sempre são o que imaginamos mas sempre sabemos que poderão se realizar, e com certeza iremos nos encontrar novamente.
Me toooo minha linda....!!!

Zé Carlos disse...

Mel querida, vc é uma pessoa muito linda, principalmente por que a sua alma a gente enxerga nos seus olhos!!!

A sua visita à minha casa, traz aquela luz de que eu preciso....

Um beijo do teu amigo, ZC

Graça Pereira disse...

Não perdeste a tua Mãe. Há mais uma estrela no céu. Acredita que os ausentes, são os mais presentes na nossa vida. Quando fiquei sem a minha, parecia um pouco perdida, sentindo a falta do seu afecto. Hoje, sei que ela me ajuda, que está ao meu lado e quanta vez não converso com ela?
Não, minha querida, os "nossos" nunca nos deixam...vão apenas á nossa frente.
Mil beijocas e vive sempre o amor da tua Mãe!
Graça

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