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terça-feira, 18 de maio de 2021

Como fazer o Evangelho no Lar

 

Em 2009 eu já fiz uma publicação aqui no blog de como se fazer o Evangelho no Lar. De lá para cá, alguma coisa já mudou e vou mostrar a vocês como faço em minha casa:

1. Eu escolhi o dia de Domingo às 8:30h para fazer o Evangelho. É um horário tranquilo, geralmente ninguém telefona neste horário e eu gosto muito da manhã quando ainda estou muito bem disposta. No meu lar, participamos eu, meu amorzão e meu cãozinho.
Deixo uma garrafa com água na mesa para energização (após o culto deverá ser dividida entre os participantes).
Geralmente utilizo este livro do Lar de Tereza para a mensagem inicial mas você pode utilizar qualquer um (Pão Nosso, Fonte Viva, etc).
Todas as pessoas (inclusive as crianças e animais) podem (e devem) participar.
Nada impede que seja feito por uma só pessoa! O importante é fazer! 😍

2. Músicas - músicas suaves a seu gosto para deixar o ambiente tranquilo e convidar os amigos espirituais a estarem em sua casa. Por esta razão você deve escolher um dia e horário que possa cumprir rigorosamente. Lembre-se que não será só você que estará lá mas também os amigos (e até inimigos) espirituais.
Minha lista é esta:
- Sonda-me (com Padre Marcelo Rossi e Alexandre Pires)
- Nossa Senhora (Fafá de Belém)
- Oração a São Miguel Arcanjo
- Quanta Luz
- Prece de Cáritas

3. Leitura de mensagem aleatória. Qualquer livro de mensagens que você tenha. Abra aleatoriamente a página e leia em voz alta. Evite comentários nesta parte e, caso seja uma mensagem psicografada, envie luz ao espírito que a enviou, ao final.

4. Prece de abertura - faça uma prece vinda do fundo de seu coração, convidando os amigos espirituais a estarem ali presente e ajudarem a todos os necessitados (encarnados e desencarnados). Faça sempre em voz alta pois mesmo que não estejamos vendo, haverão ali vários amigos espirituais que gostarão de também ouvir estas palavras.

5. Leitura do Evangelho Segundo o Espiritismo - você pode escolher aleatoriamente uma página para começar sua leitura. Particularmente eu prefiro começar da página inicial e seguir o estudo um a um.

6. Prece final - peça aos amigos espirituais para continuarem em sua casa durante aquela semana, ajudando-o e protegendo-o. Peça para levar os espíritos necessitados ao posto de ajuda no astral. Enfim, peça aquilo que estiver em seu coração.

7. Algumas recomendações:

  • o tempo da Reunião deve ser, no máximo, de uma hora;
  • evitar a manifestação mediúnica de Espíritos;
  • a presença de visita, não deve ser motivo para suprimir a Reunião - convide-a para participar!;
  • evite deixar de fazer o seu culto - mesmo que as pessoas da casa não compareçam, a espiritualidade não vai se esquecer e sempre enviará os participantes para sua casa;
  • se toda a família participa e acontece de ter uma só pessoa no dia marcado, a reunião deve acontecer normalmente;
  • se estiverem em viagem, poderá realizar a reunião onde estiver;
  • após o encerramento, procure deixar o seu Evangelho aberto na página que você terminou.
 

 Paz e bem! 🙌

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Quem tem medo da morte? Audiolivro espírita de Richard Simonetti

 

Quem me conhece sabe o quanto fiquei agoniada aqui em Portugal por não poder fazer as mesmas coisas que fazia no Brasil - visitar "asilos", idosas cegas, etc... Eu tinha um grupo chamado Amar.VC. ❤
Então, olhei para os lados e vi que havia algo que eu gostaria de fazer - audiolivros espíritas em especial para deficientes visuais ou mesmo para pessoas que não tem muita paciência para ler. O primeiro acaba de sair do forno e se chama "Quem tem medo da morte?" - são pouco mais de 2 horas de áudio.
Eu me emocionei, chorei, ri e amei fazer esse trabalho que espero seja o primeiro de muitos! 😊
Se puder deixar sua opinião, agradeço muito e, se puder compartilhar com seus amigos que gostam do tema, agradeço mais ainda! ❤
É totalmente GRATUITO!
🙂
 
Beijos
Mel Gama
OBS.: Os audiolivros estão sendo publicados em meu canal do YouTube e em meu site, onde você poderá baixar o arquivo MP3 para posterior leitura.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Psicografia recebida!


Psicografia recebida em 01 de maio de 2012 pelo médium Fabio Figueiredo do Grupo Espiritualista Consciência:

Amélia, minha filha, mel é alimento, mel é força, mel é energia, mel é vitalidade, mel é riqueza. Alimento completo que nutre e sustenta. Você é meu mel, minha filha. Em ti encontrei o apoio e a segurança e a teu lado foste a segurança e a grandeza que me apoiei nos últimos momentos de existência.

Os movimentos difíceis, a locomoção impedida, a impossibilidade das mãos, dos pés, mas a dignidade estampada na face sustentada pela presença de fé.
Apego? Sim. Apego à vida, apego a vocês. Mas hoje pude rever muitos conceitos e busco entender melhor esse céu que não é o que acreditei mas é a realidade que estou tendo de enfrentar.

O único tremor que mantenho é o balanço da verdade.
Hoje posso caminhar livremente e apalpar, abraçar, pegar e sentir coisas e pessoas. Um afago, um carinho, um aperto de mão.

Um adeus? Não há adeus nem nunca terá. Tudo continua.
(OBS.: Mamãe era portadora de Parkinson e teve artrose nas duas mãos, ficando impossibilitada de andar ou movimentar as mãos. Lúcida, extremamente apegada aos bens materiais, não acreditava que existisse vida após a morte - quando soube que eu frequentava um Centro Espírita falou ao médico que eu estava "dando dinheiro ao demo" e ele me proibiu de contar a ela o que eu estava fazendo - indo às reuniões semanalmente para orar por ela.)

As cinzas ao vento levadas pelo ar, mas sou uma fênix e consegui renascer delas.
(OBS.: Mamãe foi cremada e suas cinzas foram jogadas no Cristo Redentos como ela havia pedido. Quando jogávamos as cinzas, o vento trazia de volta...)

Romualdo está aqui para lhe dizer que não te abandonou jamais apesar de em muitos momentos choraste pela sua falta e pela partida dele do seu convívio pelo acidente automobilístico.
(OBS.: Meu pai, Romualdo Gama Filho faleceu em acidente automobilístico quando eu tinha 18 anos de idade - em 1980).

A tua crença te segurou e segura pela eternidade.
(OBS.: Muita gente só passa a acreditar em vida após a morte depois que recebe uma psicografia - eu nunca havia recebido nenhuma e sempre acreditei que o meu Deus não poderia ser tão cruel a ponto de fazer o meu filho nascer perfeito e tantas crianças padecerem - era preciso um motivo anterior, o que me ficou explicado pela Doutrina Espírita.)

As figuras mitológicas, aladas e iluminadas que povoam a sua mente, o seu imaginário, a sua arte, elas te dão a possibilidade de encontro com o Divino em você.
(OBS.: Comecei a fazer "meus anjos" porque minha mãe sempre os adorou. Meus anjos perderam as asas e ficaram iluminados em certa fase, mas depois as asas retornaram. Todo trabalho que eu faço exprime exatamente como estou me sentindo.)

Busque, minha filha, e conquiste esta verdade.

Ygor, meu neto, essa sua avó te ama demais e teu pai Hanry nunca te abandonará. Vamos viver, querido! E enfrentar essa realidade da separação temporária sem a necessidade de fugas que te levam cada vez mais distante do reencontro. Pense nisso! Amor é sentimento eterno e se o desafio da ausência te chegar no coração, seja maduro o suficiente e procure entender que o caminho é o enfrentamento lúcido da verdade.
(OBS.: Hanry era o pai de meu filho e também faleceu em acidente automobilístico. Até hoje meu filho tem dificuldade para aceitar estas separações.)

Agradecimentos à Rita pelo auxílio e a Alvaro querido que sinto como meu filho que me acolheu com a lente de uma objetiva um olhar firme de quem ama.
(OBS.: Ritinha era quem me ajudava a cuidar de mamãe e passou os últimos momentos de lucidez ao lado dela.
Alvaro, meu marido, é fotógrafo e sempre a tratou com muito carinho.)


O sangue que corre em meu corpo é o sangue do amor a todos vocês.

Muito agradecida estou, sempre estarei.

Muitos beijos.

Laysi
************
Obrigada a Deus por me permitir esta comunicação tão esclarecedora. Obrigada ao Fabio por ser intermediário dela. Obrigada a minha mãezinha por eu poder acreditar cada vez mais que nosso amor é para SEMPRE e que eu vou poder reencontrá-la não mais desta maneira:

Bjs
Mel

domingo, 10 de outubro de 2010

As Cartas psicografadas por Chico Xavier


As cartas psicografadas por Chico Xavier é um filme de conversas e silêncio. Mães e pais que perderam filhos, procuraram Chico, receberam cartas. Sentimentos, lembranças, imagens da falta de alguém. A procura por alento para a dor sem nome. As palavras chegam em papel manuscrito. As cartas são lidas. Sobreviver a isso, viver ainda assim. As cartas são os elos entre mães e filhos, entre Chico e essas mães e seus filhos, entre o público e o filme.
Com a participação de
Yolanda Cezar
Nyssia Cantamessa Leão de Oliveira
Sonia e David Muszkat
Thereza de Toledo Santos
Edinah e Armando Lodi
Piedade da Silva Chapela
Maria Helena de Jesus Sonvêsso
Maura Pereira Cassiano
Direção e Roteiro: Cristiana Grumbach
Produção Executiva: Luiz Alberto Gentile
Direção de Produção: Priscila Pitta Beleli
Fotografia e Câmera: Pedro Bronz
Som Direto: Ives Rosenfeld
Pesquisa: Geraldo Pereira, Mariana Bitiato, Priscila Pitta Beleli e Tatiana Porto
Montagem: Cristiana Grumbach e Karen Akerman
Edição de Som: Mariana Barsted
Colorista: Leo Hallal
Mixagem: Damien Seth
Arte gráfica: Patricia Chueke e Phil Canedo
Mídias Digitais: Renato Damião
Equipe de Distribuição: Maurício Borges, Tathyana Genova e Flávia Milagres

 Release
O documentário As cartas psicografadas por Chico Xavier é um filme de conversas com famílias que perderam filhos, procuraram Chico e receberam cartas. Como é receber uma carta psicografada de uma pessoa querida que faleceu? Qual é o sentimento? Como essas famílias identificaram seus filhos? Acreditaram nas mensagens? De que modo este fato mexeu com a vida delas? Como lidam hoje com essa falta? Qual é o sentido da vida? E da morte?
As cartas psicografadas por Chico Xavier não se propõe a questionar essas cartas ou explicar a psicografia. O filme se ocupa da dor da perda um filho e da chance de sobreviver a partir dessa “correspondência”. Uma das personagens, Dona Yolanda Cezar, define esse sentimento com precisão – quando se perde o cônjuge, fica-se viúvo, quando se perde o pai, fica-se órfão, quando se perde filho não há nome.
Diante dessa dor inominável, o filme opta pela simplicidade em sua forma de apresentar o tema – as conversas filmadas são intercaladas pela leitura das cartas e por planos dos espaços de entrevista vazios. O recato formal descarta intervenções estilísticas que possam criar sensacionalismo e interferir no compartilhamento desses sentimentos com o público. É uma proposta de um cinema delicadamente sutil, em que olhares atentos e corações sensíveis são livres para dialogar com filme e chegar as suas próprias construções de sentido.
Selecionado para a mostra competitiva do III Festival Paulínia de Cinema, para o 38o. Festival de Cinema de Gramado e para a 5a. Mostra de Cinema de Ouro Preto, As cartas psicografadas por Chico Xavier está sendo distribuído pela Crisis Produtivas em parceria com a Ciclorama Filmes e tem lançamento nacional previsto para 5 de novembro.
Cristiana Grumbach é diretora de Morro da Conceição (2005). Colaboradora de Eduardo Coutinho, foi assistente de direção e pesquisadora em Santo Forte, Babilônia 2000, Edifício Master, Peões, O Fim e o Princípio e diretora assistente em Jogo de Cena.
 Veja mais no site oficial: http://www.crisisprodutivas.com/ascartaspsicografadasporchicoxavier/


Sendo um filme de arte, teremos pouco espaço na mídia.
Por favor, ajudem a divulgá-lo!

sábado, 2 de outubro de 2010

Profecia da vidente Neila Alckmin

Recebi por email uma profecia atribuída a Neila Alckmin. É uma profecia que implica a vida de todos os brasileiros e têm a ver, pelo jeito, com esta eleição. Fui pesquisar na internet e descobri que a vidente era a preferida de Tancredo Neves e Juscelino Kubitschek. Sim, políticos procuram videntes para nortear suas campanhas, mas esta vidente em especial foi realmente bem sucedida em suas visões. No BLOG DO GIBA UM eu encontrei algo sobre ela: “A vidente de Eike Nos anos 80, quando César Cals era ministro de Minas e Energia, pediu à famosa vidente mineira Neila Alckmin, de Conceição do Rio Verde (era a favorita de JK e Tancredo Neves), que fizesse um mapa da Bacia de Campos, apontando pontos onde se deveria prospectar petróleo. A idéia – até encaminhada à Petrobrás – foi considerada fora de propósito. Na época, Neila Alckmin foi mais longe: produziu um grande mapa onde estariam reservas de petróleo e, de quebra, de minérios. Eliezer Batista, pai do novo bilionário Eike Batista, havia sido ministro de Minas e Energia nos anos 60. Depois, foi presidente da Vale (anos 80), secretário de Assuntos Estratégicos nos anos 90 (governo Collor) e igualmente teve acesso aos mapas de Neila Alckmin que, depois, passou-os ao filho Eike, o que teria norteado, por muitos anos, seus investimentos. Ela foi a vidente que ajudou Eike Batista encontrar suas jazidas. Ela apontava no mapa onde estava o ouro. Eike ia lá e achava.

A vidente Neila Alckmin sempre teve suas visões confirmadas. Nos anos 80, um avião com o único irmão de Milu Vilella e sua cunhada bateu no Pico do Frade, em Paraty, caiu no mar e ninguém conseguia localizar seus restos. A própria Milu Vilella sempre confirma que, na época, recorreu a Neila Alckmin que, rapidamente, apontou onde estavam os destroços do avião.”

“A filha distante de vermelho e sem amor pela nossa terra se elegerá graças aos votos de Minas Gerais. Tomará posse usando vermelho, mesmo diante da enorme tragédia que acontecerá pouco antes no Brasil, ofendendo aqueles que prezam o luto. Haverá apenas um lenço branco. Um governo triste e sombrio, porém breve, se iniciará sob o signo da tragédia das pedras. Governará até o dia da grande festa dos soldados, (sua posse) de onde sairá para o hospital. A doença invisível que lhe corrói as entranhas mostrará sua força como nunca antes visto. Lutará e receberá medicação dos americanos que despreza. Sua agonia será forte e intensa. O Turco Branco (Michel Temer - Vice) tentará inutilmente se mostrar contrito e respeitoso, mas conspirará na grande casa branca perto do lago, (Palácio do Planalto)  ajudado pelo homem dos cabelos negros que foi falso amigo de Tancredo (???). Serão dias e noites de traição e disputas espúrias e de agonia no grande hospital dos patrícios (Hospital Sírio e Libanês - SP).
O Brasil sofrerá com os conchavos e a incerteza. Virão dias de medo e ameaças. Nunca foi amada e o povo acompanhará sua agonia distante. 
Não terá povo no seu funeral próximo ao carnaval.”
 
Apesar de ser espírita e acreditar que estamos diante de uma médium, eu espero que isto não se concretize e que, se Dilma for eleita, apesar de não contar com o meu voto como eu já disse no meu último post, ela faça um governo justo e que sirva para melhorar nosso país. E principalmente, que sua saúde não esteja mais comprometida.

LEIA AQUI ANTES DE ENTRAR EM CONTATO.

Mel

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Nosso Lar - estréia 3 de setembro!

          
Está entrando em circuito nacional o filme Nosso Lar, uma das mais caras e bem cuidadas obras do cinema nacional.
         Para o movimento espírita, um marco. Pela primeira vez o mundo espiritual, a morada dos mortos, conforme a descrição do Espírito André Luiz, em psicografia de Francisco Cândido Xavier, salta do livro homônimo para as telas.
          Um mundo espiritual surpreendente, apresentado com efeitos especiais espetaculares e primorosa técnica, a nos oferecer uma visão ampla e objetiva do que nos espera quando nosso corpo, a máquina que usamos para transitar pelo mundo, entrar em pane definitiva e for destinada ao desmanche no cemitério.
         Para você, leitor amigo, que não é espírita, nem está familiarizado com a temática doutrinária, aqui vão alguns esclarecimentos indispensáveis, a fim de que não julgue estar diante de delirante fantasia.
         Podemos começar com a afirmativa do apóstolo Paulo, na Primeira Epístola aos Coríntios (15:44): Semeia-se corpo animal, é ressuscitado corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual.
         Paulo faz uma distinção entre o corpo físico, que usamos no trânsito terrestre, e o corpo espiritual, que nos serve no trânsito celeste.
         Segundo a definição espírita, o Espírito não tem forma. Podemos situá-lo como um facho de luz.
         Esse ser espiritual, essa luz que irradia, tem um veículo de manifestação no plano em que atua, o corpo celeste a que se refere Paulo.
         É por intermédio dele que o Espírito liga-se ao corpo na reencarnação. E é com ele que transita no mundo espiritual, após a morte física.
         Esse corpo celeste tem sido estudado ao longo dos milênios, em todas as culturas. No budismo esotérico era chamado Kama-rupa; Kha, no Egito; Imago, no tradicionalismo grego; Khi, no tradicionalismo chinês; carne sutil da alma, por Pitágoras; corpo sutil e etéreo, por Aristóteles; Evestrum, por Paracelso; corpo fluídico, por Leibnitz; Aerossoma, pelos neoagnósticos, corpo astral por hermetistas e alquimistas... A lista iria longe.
         No Espiritismo é chamado perispírito (em torno do espírito).
         Um detalhe, leitor amigo: certamente você conhece ou já ouviu falar de gente que vê os mortos. Relatos a respeito existem no seio de todas as culturas e todas as religiões.
         Uma pergunta: como podem os videntes identificar tais Espíritos, dizendo quem foram na Terra? É simples. Eles os veem em seu corpo espiritual, que guarda a mesma a mesma aparência do corpo físico, como se fosse cópia xerox.
         Agora o fundamental: o perispírito é feito de matéria também, matéria numa outra faixa de vibração, matéria quinta-essenciada, mas matéria, que não vemos porque o corpo físico inibe nossas percepções espirituais.
         Ora, se o perispírito é feito de matéria sutil, ocupa lugar no espaço, obviamente deve movimentar-se num mundo feito de matéria, onde inescapavelmente há formas.
         Admitindo essa realidade, não nos é difícil imaginar um mundo espiritual semelhante ao mundo físico, com casas, cidades, veículos e muitas coisas das quais o que temos na Terra é mera cópia.
         Se os físicos, esses incríveis visionários que enxergam aparentes fantasias que a ciência acaba comprovando, concebem que existem “n” universos paralelos, não é difícil imaginar o mundo espiritual como um deles.
         E para lá nos transferiremos quando a morte nos convocar, deixando o veículo físico para usar o veículo perispiritual, arrebatados para experiências inacessíveis ao homem comum, como revela Paulo, na segunda epístola aos Coríntios (12:2-4):
         Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu.  E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar.
         Veja o filme, amigo leitor, maravilhosa antevisão do que o espera quando chegar sua hora. Perceba que certamente Paulo visitou, durante o sono, em seu corpo espiritual, comunidades como a de Nosso Lar, cidade habitada por Espíritos conscientes da paternidade divina e compromissados com o Bem.
         E não se assuste com a visão do chamado umbral, um autêntico purgatório apresentado no começo do filme. Fique tranquilo, porquanto por lá só transitam aqueles que não cumprem as recomendações do Cristo, a partir do essencial: o amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, como recomendava Jesus.

Texto de Richard Simonetti

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Chá com Bezerra



No próximo dia 29 de agosto, o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes complateria 179 anos. Desencarnou em abril de 1900, depois de muito sofrimento e luta em favor dos pobres.

A Fundação Bezerra de Menezes vai promover, no dia 31 de agosto de 2010, terça-feira, às 15h, mais um evento com vistas a tentar cobrir dívidas. Será o “Chá com Bezerra”, que contará com uma palestra pública. O local é a própria sede da instituição, que funciona no mesmo imóvel em que o Dr. Bezerra de Menezes clinicava, bem em cima da antiga “Pharmácia Cordeiro”, para onde o Médico dos Pobres encaminhava seus pacientes.

O ingresso pode ser adquirido no dia, por apenas R$5,00 (cinco reais).

A instituição possui dívida acumulada de IPTU junto ao locador do imóvel, tendo conseguido, somente há pouco, a isenção do imposto. Mesmo assim, caso não venha a sanar a dívida, terá de deixar o prédio até o dia 25 de novembro.

A Fundação Bezerra de Menezes fica na Rua da Constituição, 45, sobrado, no Centro do Rio, entre o Campo de Santana e a Praça Tiradentes. Mais informações, pelos telefones 2489-6715, 2222-2750 ou 9975-5279.

Se puder colaborar, faça sua parte! Os bons espíritos agradecem!

Paz e Luz

Mel

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Ô dó! Estive hoje, 11 de agosto de 2010 na Fundação Bezerra de Menezes e o que encontrei me deixou profundamente triste - a casa está completamente abandonada, com grandes rachaduras... não fosse a boa vontade de Luiz Carlos, que presidiu a seção, foi médium e fez a palestra, acho que não teria acontecido nada... :(

Ao meos fiquei feliz por saber que quem conseguiu o alvará de utilidade pública para liberação do IPTU foi o Deputado Átila Nunes - cara do bem e em quem eu sempre dou meu voto - além de se preocupar com a área espírita no Brasil, ainda possui um site de defesa do consumidor que sempre dá resultado! ;)

A mesa do Bezerra estava debaixo de uma toalha, faltando uma gaveta, simplesmente como se fosse apenas um móvel qualquer... que peninha... (a foto ficou uma droga pq foi tirada com o celular e estava muito escuro) :(

Infelizmente não vejo muito futuro na casa, que foi erguida pelo Paulo Garrido (já desencarnado) e que hoje se encontra nas mãos das filhas Selma e Sonia. São R$35 mil de dívidas que esmo que eu quisesse, não conseguiria ajudar e elas tem até dia 25 de novembro para pagar tudo ou sair da casa. Uma enorme perda para o kardecismo no Brasil.

Que Deus dê o melhor destino a esta casa - de pensar que na parte debaixo funcionava a Pharmácia....

quarta-feira, 3 de março de 2010

Mensagens Cadentes


Bom, fiquei um tempão até conseguir encontrar um nome que estivesse livre para colocar num blog onde eu pudesse ir adicionando trechos especiais de livros que eu  sempre leio, de conteúdo espírita. E então me veio a lembrança de estrelas cadentes. Se elas existem, porque não "mensagens cadentes"? São mensagens vindas do astral - estes trechos, de alguma forma, me marcaram e chamaram a atenção. E, naturalmente, eu gostaria de dividir mais esta com você, que está sempre a meu lado, me dando forças para continuar e não deixar o barco parar.

Preferi fazer um blog separado do meu, em respeito aos frequentadores do site que são de outra religião e que não gostam de ouvir sobre a espiritualidade. De qualquer forma, TODOS serão muito bem vindos, desde que haja respeito mútuo entre todas as religiões, como eu sempre preguei por aqui.

Portanto, eu gostaria de convidar vc a conhecer minha nova cria - Mensagens Cadentes.

Um beijo enorme e fique com Deus!
Mel

domingo, 25 de outubro de 2009

Allan Kardec



Finalmente a página que eu tanto queria está finalizada - a biografia de Allan Kardec e um pouquinho sobre esta maravilhosa Doutrina que tanto me ensina e ajuda.

Em alguns dias, espero poder estar com a página em inglês (versionada) também no ar e, com isso, levar um pouco de paz para as pessoas que não tem acesso à nossa língua.

Espero que seja de bastante serventia - peço a todos vocês, mesmo que sejam de outras religiões, que leiam a página com carinho - com o coração.

Beijo carinhoso e fique com Deus
Mel

sexta-feira, 13 de março de 2009

Dom Hélder Câmara em entrevista pós-morten


REPASSANDO PARA AVALIAÇÕES PESSOAIS.

Dom Hélder Câmara se manifesta espiritualmente

LIVRO - “NOVAS UTOPIAS”

Recentemente foi lançado no mercado cultural um livro mediúnico trazendo as reflexões de um padre depois da morte, atribuído, justamente, ao Espírito de Dom Hélder Câmara, bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife, desencarnado no dia 28 de agosto de 1999 em Recife, Pernambuco.

É do conhecimento geral, principalmente dos católicos brasileiros: Dom Hélder Câmara foi um dos fundadores da CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e grande defensor dos direitos humanos durante o regime militar brasileiro, cuja luta, nesse processo político da nossa história, o notabilizou no mundo todo, como uma das figuras mais expressivas do século XX, na defesa dos fracos contra a tirania dos fortes e dos pobres contra a usura dos ricos. Pregava uma igreja simples voltada para os pobres e a não-violência. Por sua atuação, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais. Foi indicado quatro vezes para o prêmio Nobel da Paz.

Em 1969 - Doutor Honoris Causa, pela Universidade de Saint Louis, Estados Unidos. Este mesmo título foi-lhe conferido por diversas universidades brasileiras e estrangeiras: Bélgica, Suíça, Alemanha, Holanda, Itália, Canadá e Estados Unidos. Foi intitulado cidadão honorário de 28 cidades brasileiras e da cidade de São Nicolau,na Suiça e Rocamadour, na França.

Recebeu o prêmio Martin Luther King,nos EUA e o prêmio Popular da Paz, na Noruega e diversos outros prêmios internacionais.

Por isso, o livro psicografado pelo médium Carlos Pereira, da Sociedade Espírita Ermance Dufaux, de Belo Horizonte, causou muita surpresa no meio espírita e grande polêmica entre os católicos. O que causou mais espanto entre todos foi a participação de Marcelo Barros, monge beneditino e teólogo, que durante nove anos foi secretário de Dom Hélder Câmara, para a relação ecumênica com as igrejas cristãs e as outras religiões. Marcelo Barros secretariou Dom Hélder Câmara no período de 1966 a 1975 e tem 30 livros publicados.

Ao prefaciar o livro Novas Utopias, do Espírito Dom Hélder, reconhecendo a autenticidade do comunicante, pela originalidade de suas idéias e, também, pela linguagem, é como se a Igreja Católica viesse a público reconhecer o erro no qual incorreu muitas vezes, ao negar a veracidade do fenômeno da comunicação entre vivos e mortos, e desse ao livro de Carlos Pereira, toda a fé necessária como o Imprimatur do Vaticano. É importante destacar, ainda, que os direitos autorais do livro foram divididos em partes iguais, na doação feita pelo médium, à Sociedade Espírita Ermance Dufaux e ao Instituto Dom Hélder Câmara, de Recife, o que, aliás, foi aceito pela instituição católica, sem nenhum constrangimento.

No prefácio do livro aparece também o aval do filósofo e teólogo Inácio Strieder e a opinião favorável da historiadora e pesquisadora Jordana Gonçalves Leão, ambos ligados à Igreja Católica. Conforme eles mesmos disseram, essa obra talvez não seja uma produção direcionada aos espíritas, que já convivem com o fenômeno da comunicação, desde a codificação do Espiritismo; mas, para uma grandiosa parcela da população dentro da militância católica, que é chamada a conhecer a verdade espiritual, porque "os tempos são chegados"; estes ensinamentos pertencem à natureza e, conseqüentemente, a todos os filhos de Deus.

A verdade espiritual não é propriedade dos espíritas ou de outros que professam estes ensinamentos e, talvez, porque, tenha chegado o momento da Igreja Católica admitir, publicamente, a existência espiritual, a vida depois da morte e a comunicação entre os dois mundos.

Na entrevista com Dom Hélder Câmara, realizada pelos editores, o Espírito comunicante respondeu as seguintes perguntas sobre a vida espiritual:

- Dom Hélder, mesmo na vida espiritual, o senhor se sente um padre?
Não poderia deixar de me sentir padre, porque minha alma, mesmo antes de voltar, já se sentia padre. Ao deixar a existência no corpo físico, continuo como padre porque penso e ajo como padre. Minha convicção à Igreja Católica permanece a mesma, ampliada, é claro, com os ensinamentos que aqui recebo, mas continuo firme junto aos meus irmãos de Clero a contribuir, naquilo que me seja possível, para o bem da humanidade.

- Do outro lado da vida, o senhor tem alguma facilidade a mais para realizar seu trabalho e exprimir seu pensamento ou ainda encontra muitas barreiras com o preconceito religioso?
Encontramos muitas barreiras. As pessoas que estão do lado de cá reproduzem o que existe na Terra. Os mesmos agrupamentos que se formam aqui se reproduzem na Terra. Nós temos as mesmas dificuldades de relacionamento, porque os pensamentos continuam firmados, cristalizados em determinados pontos que não levam a nada. Mas, a grande diferença é que por estarmos com a vestimenta do espírito, tendo uma consciência mais ampliada das coisas podemos dirigir os nossos pensamentos de outra maneira e assim influenciar aqueles que estão na Terra e que vibram na mesma sintonia.

- Como o senhor está auxiliando nossa sociedade na condição de desencarnado?
Do mesmo jeito. Nós temos as mesmas preocupações com aqueles que passam fome, que estão nos hospitais, que são injustiçados pelo sistema que subtrai liberdades, enriquece a poucos e colocam na pobreza e na miséria muitos; todos aqueles desvalidos pela sorte. Nós juntamos a todos que pensam semelhantemente a nós, em tarefas enobrecedoras, tentando colaborar para o melhoramento da humanidade.

- Como é sua rotina de trabalho?
A minha rotina de trabalho é, mais ou menos, a mesma. Levanto-me, porque aqui também se descansa um pouco, e vamos desenvolver atividades para as quais nos colocamos à disposição. Há grupos que trabalham e que são organizados para o meio católico, para aqueles que precisam de alguma colaboração. Dividimo-nos em grupos e me enquadro em algumas atividades que faço com muito prazer.

- Qual foi a sua maior tristeza depois de desencarnado? E qual foi a sua maior alegria?
Eu já tinha a convicção de que estaria no seio do Senhor e que não deixaria de existir. Poder reencontrar os amigos, os parentes, aqueles aos quais devotamos o máximo de nosso apreço e consideração e continuar a trabalhar, é uma grande alegria. A alegria do trabalho para o Nosso Senhor Jesus Cristo.

- O senhor, depois de desencarnado, tem estado com freqüência nos centros espíritas?
Não. Os lugares mais comuns que visito no plano físico são os hospitais; as casas de saúde; são lugares onde o sofrimento humano se faz presente. Naturalmente vou à igreja, a conventos, a seminários, reencontro com amigos, principalmente em sonhos, mas minha permanência mais freqüente não é na casa espírita.

- O senhor já era reencarnacionista antes de morrer?
Nunca fui reencarnacionista, diga-se de passagem. Não tenho sobre este ponto um trabalho mais desenvolvido porque esse é um assunto delicado, tanto é que o pontuei bem pouco no livro. O que posso dizer é que Deus age conforme a sua sabedoria sobre as nossas vidas e que o nosso grande objetivo é buscarmos a felicidade mediante a prática do amor. Se for preciso voltar a ter novas experiências, isso será um processo natural.

Mediunidade

- Qual é o seu objetivo em escrever mediunicamente?
Mudar, ou pelo menos contribuir para mudar, a visão que as pessoas têm da vida, para que elas percebam que continuamos a existir e que essa nova visão possa mudar profundamente a nossa maneira de viver.

- Qual foi a sensação com a experiência da escrita mediúnica?
Minha tentativa de adaptação a essa nova forma de escrever foi muito interessante, porque, de início, não sabia exatamente como me adaptar ao médium para poder escrever. É necessário que haja uma aproximação muito grande entre o pensamento que nós temos com o pensamento do médium. É esse o grande de todos nós porque o médium precisa expressar aquilo que estamos intuindo a ele. No início foi difícil, mas aos poucos começamos a criar uma mesma forma de expressão e de pensamento, aí as coisas melhoraram. Outros (médiuns) pelos quais tento me comunicar enfrentam problemas semelhantes.

- Foi uma surpresa saber que poderia se comunicar pela escrita mediúnica?
Não. Porque eu já sabia que muitas pessoas portadoras da mediunidade faziam isso. Eu apenas não me especializei, não procurei mais detalhes, deixei isso para depois, quando houvesse tempo e oportunidade.

- Imaginamos que hajam outros padres que também queiram escrever mediunicamente, relatar suas impressões da vida espiritual. Por que Dom Hélder é quem está escrevendo?
Porque eu pedi. Via-me com a necessidade de expressar aos meus irmãos da Terra que a vida continua e que não paramos simplesmente quando nos colocam dentro de um caixão e nos dizem "acabou-se". Eu já pensava que continuaria a existir, sabia que haveria algo depois da vida física. Falei isso muitas vezes. Então, senti a necessidade de me expressar por um médium, quando estivesse em condições e me fossem dadas as possibilidades. É isto que eu estou fazendo.

- Outros padres, então, querem escrever mediunicamente em nosso país?
Sim. E não poucos. São muitos aqueles que querem usar a pena mediúnica para poder expressar a sobrevivência após a vida física. Não o fazem por puro preconceito de serem ridicularizados, de não serem aceitos, e resguardam as suas sensibilidades espirituais para não serem colocados numa situação de desconforto. Muitos padres, cardeais até, sentem a proteção espiritual nas suas reflexões, nas suas prédicas, que acreditam ser o Espírito Santo, que na verdade são os irmãos que têm com eles algum tipo de apreço e colaboram nas suas atividades.

- Como o senhor se sentiu em interação com o médium Carlos Pereira?
Muito à vontade, pois havia afinidade, e porque ele se colocou à disposição para o trabalho. No princípio foi difícil juntar-me a ele por conta de seus interesses e de seu trabalho. Quando acertamos a forma de atuar foi muito fácil, até porque, num outro momento, ele começou a pesquisar sobre a minha última vida física. Então ficou mais fácil transmitir-lhe as informações que fizeram o livro.

- O senhor acredita que a Igreja Católica irá aceitar suas palavras pela mediunidade?
Não tenho esta pretensão. Sabemos que tudo vai evoluir e que um dia, inevitavelmente, todos aceitarão a imortalidade com naturalidade, mas é demais imaginar que um livro possa revolucionar o pensamento da nossa Igreja. Acho que teremos críticas, veementes até, mas outros mais sensíveis admitirão as comunicações. Este é o nosso propósito.

- É verdade que o senhor já tinha alguns pensamentos espíritas quando na vida física?
Eu não diria espírita; diria espiritualista, pois a nossa Igreja, por si só, já prega a sobrevivência após a morte. Logo, fazermos contato com o plano físico depois da morte seria uma conseqüência natural. Pensamentos espíritas não eram, porque não sou espírita. Sem nenhum tipo de constrangimento em ter negado alguns pensamentos espíritas, digo que cheguei a ter, de vez em quando, experiências íntimas espirituais.

Igreja

- Há as mesmas hierarquias no mundo espiritual?
Não exatamente, mas nós reconhecemos os nossos irmãos que tiveram responsabilidades maiores e que notoriamente têm um grau evolutivo moral muito grande. Seres do lado de cá se reconhecem rapidamente pela sua hombridade, pela sua lucidez, pela sua moralidade. Não quero dizer que na Terra isto não ocorra, mas do lado de cá da vida isto é tudo mais transparente; nós captamos a realidade com mais intensidade. Autoridade aqui não se faz somente com um cargo transitório que se teve na vida terrena, mas, sobretudo, pelo avanço moral.

- Qual seu pensamento sobre o papado na atualidade?
Muito controverso esse assunto. Estar na cadeira de Pedro, representando o pensamento maior de Nosso Senhor Jesus Cristo, é uma responsabilidade enorme para qualquer ser humano. Então fica muito fácil, para nós que estamos de fora, atribuirmos para quem está ali sentado, algum tipo deconsideração. Não é fácil. Quem está ali tem inúmeras responsabilidades, não apenas materiais, mas descobri que as espirituais ainda em maior grau. Eu posso ter uma visão ideológica de como poderia ser a organização da Igreja; defendi isso durante minha vida. Mas tenho que admitir, embora acredite nesta visão ideal da Santa Igreja, que as transformações pelas quais devemos passar merecem cuidado, porque não podemos dar sobressaltos na evolução. Queira Deus que o atual Papa Ratzinger (Bento XVI) possa ter a lucidez necessária para poder conduzir a Igreja ao destino que ela merece.

- O senhor teria alguma sugestão a fazer para que a Igreja cumpra seu papel?
Não preciso dizer mais nada. O que disse em vida física, reforço. Quero apenas dizer que quando estamos do lado de cá da vida, possuímos uma visão mais ampliada das coisas. Determinados posicionamentos que tomamos, podem não estar em seu melhor momento de implantação, principalmente por uma conjuntura de fatores que daqui percebemos. Isto não quer dizer que não devamos ter como referência os nossos principais ideais e, sempre que possível, colocá-los em prática.

- Espíritas no futuro?
Não tenho a menor dúvida. Não pertencem estes ensinamentos à nossa Igreja, ou de outros que professam estes ensinamentos espirituais. Portanto, mais cedo ou mais tarde, a nossa Igreja terá que admitir a existência espiritual, a vida depois da morte, a comunicação entre os dois mundos e todos os outros princípios que naturalmente decorrem da vida espiritual.

- Quais são os nomes mais conhecidos da Igreja que estão cooperando com o progresso do Brasil no mundo espiritual?
Enumerá-los seria uma injustiça, pois há base em todas as localidades. Então, dizer um nome ou de outro seria uma referência pontual porque há muitos, que são poucos conhecidos, mas que desenvolvem do lado de cá da vida um trabalho fenomenal e nós nos engajamos nestas iniciativas de amor ao próximo.

Amor

- Que mensagem o senhor daria especificamente aos católicos agora depois da morte?
Que amem, amem muito, porque somente através do amor vai ser possível trazer um pouco mais de tranqüilidade à alma. Se nós não tentarmos amar do fundo dos nossos corações, tudo se transformará numa angústia profunda. O amor, conforme nos ensinou o Nosso Senhor Jesus Cristo, é a grande mola salvadora da humanidade.

- Que mensagem o senhor deixaria para nós espíritas?
Que amem também, porque não há divisão entre espíritas e católicos ou qualquer outra crença no seio do Senhor. Não há. Essa divisão é feita por nós, não pelo Criador. São aceitáveis porque demonstram diferenças de pontos de vista, no entanto, a convergência é única, aqui simbolizada pela prática do amor, pois devemos unir os nossos esforços.

- Que mensagem o senhor deixaria para os religiosos de uma maneira geral?
Que amem. Não há outra mensagem senão a mensagem do amor Ela é a única e principal mensagem que se pode deixar. "


Livro: Novas Utopias
Autor: Dom Hélder Câmara (espírito)
Médium: Carlos Pereira
Editora: Dufaux
site:
www.editoradufaux.com.br

sábado, 4 de outubro de 2008

Saudade...

"Saudade - palavra triste quando se perde um grande amor! Na estrada longa da vida eu vou chorando a minha dor... igual uma borboleta vagando triste por sobre a flor..." (trecho da música de Hermínio Gimenez)

No próximo dia 18 de outubro farão 3 meses que minha mãezinha desencarnou e finalmente parou de sofrer. Pela primeira vez eu sonhei com ela - sentada ao lado de duas pessoas muito querida que trabalhava no club que ela tanto amou - Olympico Club. Seu olhar estava sereno e ela sorriu para mim mas eu não escutava nenhuma palavra... :(

Durante estes 3 meses, muitas coisas aconteceram, incluindo a minha viagem para a Europa. E, nestes 3 meses, tive tempo para pensar na minha vida e perceber as pessoas que realmente me amam ou as que simplesmente convivem comigo e, com isso, passei a ficar mais exigente.

Mamãe era uma pessoa extremamente ligada às coisas materiais (completamente diferente de mim) e, em virtude disso, resolvi esperar 90 dias para tirar coisas dela daqui de casa e oferecer para quem realmente precisa.

Por opção exclusivamente MINHA, decidi que todas as coisas só serão dadas a quem o meu coração disser que é a pessoa certa. Com isso, já perdi uma amiga que acompanhava por muito tempo e também uma pessoa da família. Em contrapartida, ganhei o sorriso mais lindo e puro de um rapaz (uns 40 anos eu acho) que sofre de paralisia cerebral desde que nasceu e que conhece a mim, meu filho e minha mãe há 16 anos. Toda vez que ele me vê passar, faz questão de ganhar um beijo e põe a mão no coração e diz "vovó" e "Ygor". Esta é a forma mais pura de amor! E vc precisava ver a alegria dele quando falei que ele ia ganhar a cadeirinha de banho da vovó - isso me deixou muito feliz! Tenho certeza de que é isso que ela quer! :)

Invariavelmente eu me sinto triste e dou umas choradinhas (minha mãe dizia que eu sou uma espírita de merda - desculpem o termo, mas é o que ela falava). Graças a Deus, tenho perto de mim o meu amor, meu filho, minha amada Ritinha, minha tia Lenize, tio Gil, Nanda, minha irmã Dudu, meu cunhado amado Adilson e meu neto Juan. Isto sem contar com amigos antigos e outros que conheci durante o período em que mamãe estêve no hospital e que alguns, apesar de nunca tê-los visto pessoalmente, estiveram presentes na minha vida e vão deixar marcas para sempre: Mara, Ângela, Ângela de Arraial, Ester, Marcel e Yemna, Jean e Pri, Eudes, Tereza e Michaela, Lia, Márcia, Juarez, Marcio, Majofe, Déia, Narinha e Bella (minhas piolhinhas amadas), Tereza Cristina, Maria Cristina e Bê, Necka, Paty Hall, Regina, Romy, João, Roseny e Telma, Vânia e Jorge, Vê, Weruscha, Zé Carlos, Zu, Lena, Debbie, Tica, Rosa Cabral, Marise, Felina, GP, Wálria, Jurassy e Margarida e alguns outros que me apoiaram.

Como vcs podem ver, sou muito seleta nas minhas amizades e invariavelmente eu faço uma limpa na minha lista e acabam sobrando poucos e, algumas vezes, entrando novos amigos. Mas que são amigos verdadeiros e que eu amo muito por me ajudar a vencer a minha saudade.

Pensando bem e com frieza, veremos que tudo foi planejado pelo Criador de forma que não deixasse uma recordação triste ou ruim: os 16 dias que minha mãe ficou internada no CTI, serviram para que pudéssemos ir nos acostumando a ficar sem sua presença dentro de casa e nos preparar para a hora da separação.

Tudo continua exatamente como estava no dia que ela saiu para o hospital - mesma roupa de cama, a escova de dentes no mesmo lugar, etc... Mas isso não quer dizer que o quartinho dela ficou triste - é gostoso ficar lá e abraçar o travesseiro dela e sentir o cheirinho dela que ainda está forte. O quarto da mamãe ficou como um lugar de paz dentro da casa.

Meu medo vai começar agora qdo eu tiver de começar a doar as coisinhas dela, mas que eu vou fazer sem pressa e com amor - escolhendo a dedo quem será o privilegiado de receber algo de uma mulher tão corajosa, que criou uma filha sozinha à custa de muita costura e que, durante 5 anos estêve presa numa cama sem poder andar e com artrose nas duas mãos, o que a fazia completamente dependente de nós... Hoje eu tenho certeza de que ela está em paz, sem dor, caminhando e até correndo entre os campos, ao lado de seus pais, irmãos, do meu pai e de pessoas a quem ela sempre amou demais.

Termino agora com a imagem que me marcou muito na minha exposição em Paris - Madonna de Arminda Lopes. É exatamente assim que me sinto - uma mãe que perdeu seu bebezinho... :(
Obrigada, Arminda, por tão bela obra que tanto me fez chorar!

Beijos e fiquem com Deus!

Mel
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